domingo, 5 de fevereiro de 2006

desamar-te

Queria desamar-te de repente
Assim como de repente te amei
As poucas recordações que tenho
Viriam de vez em quando
Num texto elegante, indiferente

Já não me acompanhariam
sem sossego, a todo o lugar,
as lembranças de ti, querido,
eu poderia viver novamente
encontrar quem pudesse me amar.

Mas não consigo...te amo tanto
E por meu amor nada te pedir
Só cresce esse meu sentimento
Em meio a todo o teu desapreço
No silêncio que vem me consumir.

Recomeço

Recomeço

Naquele dia, acordei reversa
Já o vazio não era tão grande
E percebi que retomava
Minha própria dimensão
Reflexão

A vida invocava seu curso
Recomeçar é preciso
Por mim e mais ninguém
Chegara a hora de ir
Além

A face maldita, quem sabe
limitar-se-ia a algum poema
De rosas negras e morcegos
Ou sobre um dia nublado
Adormecido

Descrença


Em teus olhos vi a esperança
e a tristeza de não se realizar
Tua voz é de descrença
de quem acreditou um dia poder acreditar.

E, então sigo na roda da vida
já sem saber o que falar...
Eu que sempre soube todas as palavras
Calo diante do teu olhar.