meu corpo, de te amar cristalizou-se
minha alma por buscar-te se perdeu
a essência, por um mantra evocada
ao teu silêncio, dissipou-se, evanesceu.
Quis gritar-te por socorro, mas a voz
dos pulmões à boca não chegou
e fui morrendo aos poucos, congelada
já sem essência, sem alma, sem nada.
domingo, 4 de março de 2012
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Oração pagã
Que meu primeiro pensamento já não seja para ti,
que meu coração não mais dispare ao teu nome
que teu sofrimento já não seja a minha dor
porque da tua alegria nunca me foi dado partilhar.
Que eu possa voltar a sorrir sem ser pra ti,
Olhar e conseguir ver ao meu redor
Ouvir o que não seja tua voz e o teu arfar
porque viver na tua ausência dói demais.
Que eu consiga seguir em frente sem tua sombra
Poder ser eu mesma e não depender
viver o sentimento sem sofrer
porque do amor eu quero a rima, não a dor.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Mar & Blues
Sonhei tua mão na minha
a madrugada fria,
a gaita chorando um blues
e o tempo parado a espreitar
Namorava contigo a lua
cheiro de maresia
no vai e vem das ondas
me banhava em teu olhar
E, lado a lado, na areia,
as pegadas - tuas e minhas -
levando (quase sempre)
a um mesmo lugar...
a madrugada fria,
a gaita chorando um blues
e o tempo parado a espreitar
Namorava contigo a lua
cheiro de maresia
no vai e vem das ondas
me banhava em teu olhar
E, lado a lado, na areia,
as pegadas - tuas e minhas -
levando (quase sempre)
a um mesmo lugar...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Te amo!!
Te amo!
Mesmo que nada tenhas
e que nem queiras saber de mim
Amo
mesmo que hoje não sintas
e nem pressintas o quanto te quero feliz
Amo
Mesmo que a lua se oponha
e que o suor na fronha não seja pra mim
Amo
mesmo que não consintas
porque nada vai arrancar-me esse amor carmim!
Mesmo que nada tenhas
e que nem queiras saber de mim
Amo
mesmo que hoje não sintas
e nem pressintas o quanto te quero feliz
Amo
Mesmo que a lua se oponha
e que o suor na fronha não seja pra mim
Amo
mesmo que não consintas
porque nada vai arrancar-me esse amor carmim!
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
nunca esquecer
Quero um raio de sol,
um sorriso em teu rosto,
sentir o calor de ser amada
e a emoção das descobertas!
Quero seguir meu caminho...
nem sempre sozinha...
E muitos amigos pra compartilhar
cada alegria e lágrima que vai chegar!
Quero viver a vida sem nunca esquecer
que já fui criança, sou amada,
ultrapassei barreiras, tive medos, fui feliz!
E jamais esquecer que amei, tomei porre,
fiz besteira, senti raiva, fiquei de bobeira...
e ainda assim, nunca desisti!
um sorriso em teu rosto,
sentir o calor de ser amada
e a emoção das descobertas!
Quero seguir meu caminho...
nem sempre sozinha...
E muitos amigos pra compartilhar
cada alegria e lágrima que vai chegar!
Quero viver a vida sem nunca esquecer
que já fui criança, sou amada,
ultrapassei barreiras, tive medos, fui feliz!
E jamais esquecer que amei, tomei porre,
fiz besteira, senti raiva, fiquei de bobeira...
e ainda assim, nunca desisti!
terça-feira, 22 de junho de 2010

Without my sunshine
My love is all, I thought ...
I believed it really all resist
but he had other things to do ..
and I needed to keep my love
just for me, alone, be true...
He don't care anymore...
maybe the way is ...
bury this ... 'cause...
I will cry, but, I think
not truly die ...
But tell me...
what do you say
how can I live
without him?
my sunshine got away...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
só resta um adeus
Algo foi-se de dentro de mim
Antes...meu amor era pura alegria
Hoje, amo tristemente, com pressa,
antevendo o fim.
***************************************************
Como posso pedir-te que não sigas as cores,
o brilho,os sons, os gritos da juventude?
As promessas de eternidade...
diante do tão pouco que posso te dar?
**************************************************
Forte como eu sou...
Quem disse que sou?
Pego na tua mão
Quero aquele colo
Que não podes me dar...
**************************************************
Antes...meu amor era pura alegria
Hoje, amo tristemente, com pressa,
antevendo o fim.
***************************************************
Como posso pedir-te que não sigas as cores,
o brilho,os sons, os gritos da juventude?
As promessas de eternidade...
diante do tão pouco que posso te dar?
**************************************************
Forte como eu sou...
Quem disse que sou?
Pego na tua mão
Quero aquele colo
Que não podes me dar...
**************************************************
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Amor errante
Creio-te meu toda vez que pensas em mim
Creio-te do mundo, ante teu olhar distante
Viajante, não pertences a ninguém ...
Nunca por mais de um instante.
Creio-te do mundo, ante teu olhar distante
Viajante, não pertences a ninguém ...
Nunca por mais de um instante.
domingo, 10 de janeiro de 2010
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
bipolar
E o amor, minha vida, não se vai...
Fica no peito,deleita e castiga
mostra, sem dó, seu humor bipolar.
Fica no peito,deleita e castiga
mostra, sem dó, seu humor bipolar.
sem máscaras
Quando as máscaras se espalharem pelo chão...
Só então meu olhar tocará o teu
E o que era corpo e desejo,
num beijo, será amor.
Só então meu olhar tocará o teu
E o que era corpo e desejo,
num beijo, será amor.
sábado, 23 de maio de 2009
Queria de ti...
Iríamos, eu e tu, vivenciar uma intensa oficina, amoral, impetuosa, incontrolável... remexer sentimentos até que sangrassem palavras , em um fluxo incontrolável. De ti para mim... de mim para ti. Verso e prosa em um único corpo... visceral... talvez insuportável... insustentável... e por isso mesmo, maravilhoso. Os corpos são apêndices de nossos delírios. Instrumentos mal aproveitados urgindo por experiências sensoriais não racionalizadas... Que posso fazer se cada vivência dói como faca na carne? A não-vivência dói ainda mais. Anestesio-me com fumaças e líquidos, lascívias, tesões. Falta algo... sempre... falta o que completa a criatura. Amor não tem nada a ver com isso... como se já não coubesse num quarto fechado, ou só coubesse ali... Teus olhos já não são teus olhos... tuas palavras não sei de onde vêm... Os sons rondam meus neurônios feito música... e o grito, encarcerado, sobe por paredes do meu ser, sem conseguir se livrar das amarras que eu mesma criei. O real e o não real se fundem... A essência e o nada são o mesmo. Então, que diferença faz se sou boa ou má? Se te odeio ou te amo? Se ergo a lança ou curo a carne? Uma única sinfonia é o resultado dos temores e prazeres que acumulamos pela vida afora... executada uma única vez... mas que ecoa infinitamente através de cânions inexploráveis da existência. Talvez a resposta esteja em perceber cada assovio, cada sussurro, em meio a tanto barulho. Traduzi-los, por palavras, em comunhão, seria alcançar a perfeição... ou a morte.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Fim...
O ano passou...
Queria não ter desejado que te importasses...
ao invés de apenas te interessar o que vem de mim
E que tivesses -junto com o desejo- me amado...
um pouco como te amei!
Queria que tivesse ficado algo de bom
não essa sensação de ter jogado fora
meus dias, minhas lágrimas....e esse amor
que, implacável, me consumiu.
Que tivesses visto, sentido
o que realmente foi
não como mera vicissitude
o que dediquei a ti
Mas o ano se foi...ficou solidão!!!
No novo ano, homem
a despeito de todos os presságios,
todos os números e astros
quero poder apagar-te de mim
ah! Se com todo esse teu silêncio
ao menos eu conseguisse dormir...
poderia acreditar não ter amado
acreditar em mais nada...e seguir.
queria que não existisses...parar de sofrer
que não me tivesses feito esperança
dias e noites, na marcha das horas
transformados em espera inútil, pueril.
queria parar de chorar...e de esperar
que um dia visses a mim
não às mentiras que criaste
pra te ver livre de me amar
Que um dia te desses conta
que eu sou a chance de felicidade
a tua intensidade, colo e paixão
vida que vale, sem medo, viver.
Agora, de existir intensamente restou....
necessidade de esquecer
quero te apagar de mim
E morrer, morrer, morrer!!!
Queria não ter desejado que te importasses...
ao invés de apenas te interessar o que vem de mim
E que tivesses -junto com o desejo- me amado...
um pouco como te amei!
Queria que tivesse ficado algo de bom
não essa sensação de ter jogado fora
meus dias, minhas lágrimas....e esse amor
que, implacável, me consumiu.
Que tivesses visto, sentido
o que realmente foi
não como mera vicissitude
o que dediquei a ti
Mas o ano se foi...ficou solidão!!!
No novo ano, homem
a despeito de todos os presságios,
todos os números e astros
quero poder apagar-te de mim
ah! Se com todo esse teu silêncio
ao menos eu conseguisse dormir...
poderia acreditar não ter amado
acreditar em mais nada...e seguir.
queria que não existisses...parar de sofrer
que não me tivesses feito esperança
dias e noites, na marcha das horas
transformados em espera inútil, pueril.
queria parar de chorar...e de esperar
que um dia visses a mim
não às mentiras que criaste
pra te ver livre de me amar
Que um dia te desses conta
que eu sou a chance de felicidade
a tua intensidade, colo e paixão
vida que vale, sem medo, viver.
Agora, de existir intensamente restou....
necessidade de esquecer
quero te apagar de mim
E morrer, morrer, morrer!!!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Vazio
Agora já não é mais dor...só vazio.
E o amor... que já não tem mais para onde ir...
vaga, perdido pela net,
onde um dia te encontrou
e te fez olhar pra mim...
Queria que pudesses me dizer...
o que, de verdade te afastou.
e o que escolheste, afinal,
ao invés do que eu te ofereci.
Como posso ter-me de volta
se um dia me pediste para ser tua mulher,
e eu me entreguei, eternamente para ti???
Como posso devolver-te a ti
se um dia te entregaste, homem, a mim??
Te amo, te amo!
Sinto muito que seja assim...
12/2/2008
E o amor... que já não tem mais para onde ir...
vaga, perdido pela net,
onde um dia te encontrou
e te fez olhar pra mim...
Queria que pudesses me dizer...
o que, de verdade te afastou.
e o que escolheste, afinal,
ao invés do que eu te ofereci.
Como posso ter-me de volta
se um dia me pediste para ser tua mulher,
e eu me entreguei, eternamente para ti???
Como posso devolver-te a ti
se um dia te entregaste, homem, a mim??
Te amo, te amo!
Sinto muito que seja assim...
12/2/2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Sem remorso
Lágrima/sangria desatada
ganha vida na palavra
não dita, em breu esculpida.
não dá pra ter no escuro
nem sonhar na luz -ensurdecedora-
daquilo que hoje me dizes!
Quero matar-te como matasses a mim...
aos poucos...e sem remorso!
ganha vida na palavra
não dita, em breu esculpida.
não dá pra ter no escuro
nem sonhar na luz -ensurdecedora-
daquilo que hoje me dizes!
Quero matar-te como matasses a mim...
aos poucos...e sem remorso!
Engenho Feminino
Engenho Feminino:
Velhas Mentiras
A mão se estende sobre o meu sexo
Chove dentro de mim
Velhas mentiras sobre a cama
Desnudam verdades escondidas
pelo amor que eu senti
queria ter morrido antes
de saber que sonhava sozinha
queria ter morrido antes
de deixar de enxergar nos teus olhos
o que um dia eu vi
lágrimas jorram no silêncio
do soluço desperdiçado
do sentimento desprezado
do não sentir escondido
pela vergonha de não amar...
ou de amar e mentir..."
Velhas Mentiras
A mão se estende sobre o meu sexo
Chove dentro de mim
Velhas mentiras sobre a cama
Desnudam verdades escondidas
pelo amor que eu senti
queria ter morrido antes
de saber que sonhava sozinha
queria ter morrido antes
de deixar de enxergar nos teus olhos
o que um dia eu vi
lágrimas jorram no silêncio
do soluço desperdiçado
do sentimento desprezado
do não sentir escondido
pela vergonha de não amar...
ou de amar e mentir..."
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Sossega, meu bem!
Pode-se morrer de susto,
De medo, de insolação.
Morre-se de fome, sede,
Num acidente de avião.
Morre-se por ideais
Em firme convicção.
Alguns morrem sem saber,
Sem nem prestar atenção.
Mas de amor, aqui nem ali
Nunca soube, nunca vi
ninguém morrer, não.
De medo, de insolação.
Morre-se de fome, sede,
Num acidente de avião.
Morre-se por ideais
Em firme convicção.
Alguns morrem sem saber,
Sem nem prestar atenção.
Mas de amor, aqui nem ali
Nunca soube, nunca vi
ninguém morrer, não.
sábado, 31 de maio de 2008
prioridades
Entre uma verdade e outra...
vivo mentiras...daquelas
que fazem pensar que sou
linda, amada, querida
que há quem se ocupe de mim,
que há quem me queira
pra quem importa o q sinto
que faço diferença
na sua vida também.
Penso que és tu...
Entre uma verdade e outra...
até dá pra ser um pouquinho feliz!
vivo mentiras...daquelas
que fazem pensar que sou
linda, amada, querida
que há quem se ocupe de mim,
que há quem me queira
pra quem importa o q sinto
que faço diferença
na sua vida também.
Penso que és tu...
Entre uma verdade e outra...
até dá pra ser um pouquinho feliz!
quarta-feira, 7 de maio de 2008
imagens
As imagens da TV, assim como os sons, correm frenéticas, indistintas através de mim. Tento sorrir; só percebo as rugas que se ensaiam em minha testa. Essa solidão indizível...essa falta de mim...Lembro teu cabelo...minha vagina se encharca....teus olhos, teus lábios...arrepio! Pronto...aqui estou novamente me afogando na tua solidão. O que era luxúria e brasa enrijece no frio gelado da tua alma só. Meu olhar se perde... a TV berrando bobagens, festival de cores em movimento; fico tonta. Minha mente inquieta busca entender...A casa tá uma bagunça, não se acha nada por aqui... não sei onde coloquei meu juízo... deve estar junto aos meus discos de vinil... Irrecuperável. Olho em torno: o que era meu, já não é mais. Suspiro... Agora a solidão invade, inexorável, o meu ser. Pensei ter sentido o calor da tua presença - ilusão - ficou essa tristeza...Silêncio...Começo a me acalmar; ... se eu ficar quietinha... respirar bem devagar... tudo volta ao normal e eu me acostumo, novamente, a andar só.
de um tempo longínquo...dez/2005
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
se...
te faria feliz...
por uma era, talvez
sei que me farias feliz, também
se o tempo parasse,
comigo em teus braços
nada mais teria importância
a vida surpreenderia,
ainda uma vez .
por uma era, talvez
sei que me farias feliz, também
se o tempo parasse,
comigo em teus braços
nada mais teria importância
a vida surpreenderia,
ainda uma vez .
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Lembra...
Quando estiveres só, num daqueles dias sombrios
Em que o sol não penetra as nuvens
e gotas de chuva perfumam a terra
ouve, canta uma música melancólica
Lembra de quando o sol brilhou,
bronzeou minhas pernas, corou meu rosto
só pra te aguçar a libido. E eu sentei no teu colo,
abri minhas pernas e gozei, como quem ama, em ti.
Lembra meus lábios tocando os teus com paixão
E meu olhar penetrando o teu, desvendando-te
e eu, me deixando devorar por tuas vontades.
Lembra nossos corpos suados num abraço
Lembra que tua cama, como teu corpo,
um dia acolheu-me o cansaço
depois do amor que nos arrebatou!
Lembra...
Em que o sol não penetra as nuvens
e gotas de chuva perfumam a terra
ouve, canta uma música melancólica
Lembra de quando o sol brilhou,
bronzeou minhas pernas, corou meu rosto
só pra te aguçar a libido. E eu sentei no teu colo,
abri minhas pernas e gozei, como quem ama, em ti.
Lembra meus lábios tocando os teus com paixão
E meu olhar penetrando o teu, desvendando-te
e eu, me deixando devorar por tuas vontades.
Lembra nossos corpos suados num abraço
Lembra que tua cama, como teu corpo,
um dia acolheu-me o cansaço
depois do amor que nos arrebatou!
Lembra...
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Grito silencioso
Grito! Já não me ouves
Silêncios em choro convertidos
não mais te podem alcançar.
Por um momento - passado -
pensei: se pudessem fazê-lo,
serias tu a me revelar!
Silêncios em choro convertidos
não mais te podem alcançar.
Por um momento - passado -
pensei: se pudessem fazê-lo,
serias tu a me revelar!
Um impulso de cobrir-me
agora, que já não há "nós"...
E eu, de me mover, incapaz
ou de fugir,ou voltar, ou ficar
deito nua, assim, diante de ti,
sem mais saber o que esperar.
agora, que já não há "nós"...
E eu, de me mover, incapaz
ou de fugir,ou voltar, ou ficar
deito nua, assim, diante de ti,
sem mais saber o que esperar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Resposta
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Silêncios
Mais alto grito meus silêncios
Não espero que me hão de ouvir
Não! ao passeio de mãos dadas
desnuda a fêmea, não se pode mais vestir
beijo cálido - mentiras, dores
sei que te vislumbro...desgarrado
em lutas nobres, fúteis, memoráveis,
íntimas, obscuras, solitárias, pueris...
Pára um pouco...Dá um tempo...
Olha prá mim!!!...
Não espero que me hão de ouvir
Não! ao passeio de mãos dadas
desnuda a fêmea, não se pode mais vestir
beijo cálido - mentiras, dores
sei que te vislumbro...desgarrado
em lutas nobres, fúteis, memoráveis,
íntimas, obscuras, solitárias, pueris...
Pára um pouco...Dá um tempo...
Olha prá mim!!!...
Fábulas
Parece-me que já não sei mais
do teu gosto, do teu cheiro
do toque das tuas mãos...
O não dito corrompe fábulas
e dos caminhos obscuros
surgem luzes mentirosas.
Teu brilho me soa miragem
já não sinto-te entre meus dedos
entre minhas pernas, meu umbigo
E me embriago de vinho e de ilusão
de um amor perdido no tempo/espaço
que um dia criamos só pra nós...
do teu gosto, do teu cheiro
do toque das tuas mãos...
O não dito corrompe fábulas
e dos caminhos obscuros
surgem luzes mentirosas.
Teu brilho me soa miragem
já não sinto-te entre meus dedos
entre minhas pernas, meu umbigo
E me embriago de vinho e de ilusão
de um amor perdido no tempo/espaço
que um dia criamos só pra nós...
Pedaços
Rasgo poemas não escritos
grito silêncios sôfregos, sofridos, pisados
desmantelo-me pra caber em ti
...se não estás...
pedaços de mim caem nas sargetas
escorrem por ralos fétidos, contaminados
em desespero, na busca por tua presença
e do amor que dizias sentir por mim.
grito silêncios sôfregos, sofridos, pisados
desmantelo-me pra caber em ti
...se não estás...
pedaços de mim caem nas sargetas
escorrem por ralos fétidos, contaminados
em desespero, na busca por tua presença
e do amor que dizias sentir por mim.
Tradutor
Um dia disseste que teu amor
era pra sempre...e eu acreditei
disseste que teu amor era egoísta
achei que mangavas de mim...
preciso de um tradutor
que mania tenho eu
de entender tudo errado...
era pra sempre...e eu acreditei
disseste que teu amor era egoísta
achei que mangavas de mim...
preciso de um tradutor
que mania tenho eu
de entender tudo errado...
domingo, 20 de janeiro de 2008
Despertar
Acordei pelo toque de um anjo
De um sono profundo, milenar
brotaram-me do fundo d'alma
lágrimas forjadas na solidão
como se outra coisa
não se pudesse esperar.
Mas foi teu o beijo à vida
verdadeiro despertar
o amor recuperou-me o sonho
E tua firmaza no olhar, paixão
desvelou-me, com clareza
pelo quê vale à pena lutar!
De um sono profundo, milenar
brotaram-me do fundo d'alma
lágrimas forjadas na solidão
como se outra coisa
não se pudesse esperar.
Mas foi teu o beijo à vida
verdadeiro despertar
o amor recuperou-me o sonho
E tua firmaza no olhar, paixão
desvelou-me, com clareza
pelo quê vale à pena lutar!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
maio/2007
tá me dando uma...poesia
Tá me dando uma nostalgia...
dum tempo meu de verdade
de quando as palavras sentiam
o dissentido da vida
tenho saudades, amor
do teu perdimento,
da tua busca...e de mim
querendo que te achasses aqui
E saudade de mim mesma
numa era de coragem, ousadia
e tu, nem estavas lá...
Mas também a saudade é de ti.
Tá me dando uma nostalgia...
dum tempo meu de verdade
de quando as palavras sentiam
o dissentido da vida
tenho saudades, amor
do teu perdimento,
da tua busca...e de mim
querendo que te achasses aqui
E saudade de mim mesma
numa era de coragem, ousadia
e tu, nem estavas lá...
Mas também a saudade é de ti.
abril/2007
pra que serve o vinho, afinal?
A taça de vinho está no fim
ainda não encontrei a resposta
porque nada queres de mim
nem ao menos me abres a porta
Me deixas aqui, aguardando
a resposta que não há de vir
e me consome a esperança
que me impede de fugir
Mais uma taça e talvez já não lembre
o quanto tua voz aquecia meus dias
do teu riso, que hoje me soa falso,
de alguém que só existiu em mim.
Pra que serve o vinho, afinal?
*******************************************************************************
aniversário
Todo dia preciso
lembrar quem és
e não quem eu desejei...
Queria tanto, que nem comparei
as datas das fotografias
e pensei que a culpa
só podia ser minha...
************************************************************************************
Tanta pobreza de espírito
escondida nesse véu revolucionário
Contradições...
Tenho visto muitas por essa vida afora.
Hipocrisia vestida de transparência.
Que saudade das inocências dos meus 17.
A taça de vinho está no fim
ainda não encontrei a resposta
porque nada queres de mim
nem ao menos me abres a porta
Me deixas aqui, aguardando
a resposta que não há de vir
e me consome a esperança
que me impede de fugir
Mais uma taça e talvez já não lembre
o quanto tua voz aquecia meus dias
do teu riso, que hoje me soa falso,
de alguém que só existiu em mim.
Pra que serve o vinho, afinal?
*******************************************************************************
aniversário
Todo dia preciso
lembrar quem és
e não quem eu desejei...
Queria tanto, que nem comparei
as datas das fotografias
e pensei que a culpa
só podia ser minha...
Tanta pobreza de espírito
escondida nesse véu revolucionário
Contradições...
Tenho visto muitas por essa vida afora.
Hipocrisia vestida de transparência.
Que saudade das inocências dos meus 17.
janeiro/2007
viver
Cheguei a uma conclusão:
Viver desgasta a gente.
E pinta de branco meus cabelos castanhos...
Cheguei a uma conclusão:
Viver desgasta a gente.
E pinta de branco meus cabelos castanhos...
´Hoje...
Hoje eu te vi na rua
Tanto tempo - quase não te conheci
e estavas tão diferente...
teu olhar já não tinha, amigo
a doce melancolia que outrora senti
Vi-te homem, decidido
Já não mais perdido em ti
Foi-se o charme que emanava da busca
E, agora que já não buscas
És um estranho pra mim
espera
Eu ficava mais bonita a cada dia
Só porque esperava o dia em que ia te encontrar
Mas o acaso não veio à tempo, nem nunca
A esperança tornou-se cansaço, pesou no peito
Pouco importa, agora, se anoiteceu
ou amanhecerá...
Eu ficava mais bonita a cada dia
Só porque esperava o dia em que ia te encontrar
Mas o acaso não veio à tempo, nem nunca
A esperança tornou-se cansaço, pesou no peito
Pouco importa, agora, se anoiteceu
ou amanhecerá...
e...
E o que posso dizer-te agora...
Que só um prato é posto à mesa
E já não há como esquentar a cama
E que as flores murcharam sem rega
E os tesouros - descobriu-se -
não passavam de lendas pueris?
nem sei como...
Fiz-te meu Anjo
E nem sei como
pude viver sem ti.
Fiz do teu corpo
o meu corpo
das tuas tristezas
as minhas.
Só não pude fazer das tuas
minhas alegrias
Essas deste àquela que vinha passando,
e te seqüestrou de mim...
Fiz-te meu Anjo
E nem sei como
pude viver sem ti.
Fiz do teu corpo
o meu corpo
das tuas tristezas
as minhas.
Só não pude fazer das tuas
minhas alegrias
Essas deste àquela que vinha passando,
e te seqüestrou de mim...
outubro/2006
Um dia...será?
E quando já não esperava teu olhar
Percebi que não eras quem eu pensei
Vi nos teus olhos um outro. Talvez...
aquele que tentaste me dizer que eras
E eu, cega, me neguei a conhecer
O homem que eu vi , e nunca foste
Talvez venhas a ser, quem sabe, um dia
Os caminhos não têm volta, percebe
Mas o que tiver que ser, meu amigo
Um dia será!
dói menos
Dói menos
dói menos
dói menos...
Resta só essa magoazinha
quase que despercebida
num cantinho mal varrido
do meu ser.
longe
Se eras para ela
não podias ser pra mim
e só agora percebi
que não eras quem eu via
que, se eu via, sonhava
e, se sonhava, voava (...voava e não via...)
voava pra longe, bem longe
distante demais...de ti...
e de mim...
sem rumo
meu peito, dilacerado
já não me indica pra onde
já não mostra um caminho
que valha a pena seguir.
um frio percorre meu corpo
vontade de chorar sem fim
as lágrimas vêm num soluço
e,então, nada espero de mim.
Os desígnios que me aqueciam
extinguiram-se à última chama
fico assim, só, sem esperança
de que o que queimou volte, enfim.
deriva
Vejo-te cambaleante
à deriva neste mar
que dizes ser de amor
e te leva onde pensas querer ir.
Vejo te tornares fraco
na doce ilusão da covardia
que te faz escolher
o morno para amar.
E faz sentir-te forte
pensas que vale a pena
trocar o nada em que acreditavas
pelo conforto do vazio
Curte cada momento
Que a vida te reserva muito
Fico aqui , calada
Esperando-te surgir
aprendo a vencer a mágoa
pra receber-te de volta,
já sem a ira dos rejeitados
ou a desesperança dos vencidos.
E quando já não esperava teu olhar
Percebi que não eras quem eu pensei
Vi nos teus olhos um outro. Talvez...
aquele que tentaste me dizer que eras
E eu, cega, me neguei a conhecer
O homem que eu vi , e nunca foste
Talvez venhas a ser, quem sabe, um dia
Os caminhos não têm volta, percebe
Mas o que tiver que ser, meu amigo
Um dia será!
dói menos
Dói menos
dói menos
dói menos...
Resta só essa magoazinha
quase que despercebida
num cantinho mal varrido
do meu ser.
longe
Se eras para ela
não podias ser pra mim
e só agora percebi
que não eras quem eu via
que, se eu via, sonhava
e, se sonhava, voava (...voava e não via...)
voava pra longe, bem longe
distante demais...de ti...
e de mim...
sem rumo
meu peito, dilacerado
já não me indica pra onde
já não mostra um caminho
que valha a pena seguir.
um frio percorre meu corpo
vontade de chorar sem fim
as lágrimas vêm num soluço
e,então, nada espero de mim.
Os desígnios que me aqueciam
extinguiram-se à última chama
fico assim, só, sem esperança
de que o que queimou volte, enfim.
deriva
Vejo-te cambaleante
à deriva neste mar
que dizes ser de amor
e te leva onde pensas querer ir.
Vejo te tornares fraco
na doce ilusão da covardia
que te faz escolher
o morno para amar.
E faz sentir-te forte
pensas que vale a pena
trocar o nada em que acreditavas
pelo conforto do vazio
Curte cada momento
Que a vida te reserva muito
Fico aqui , calada
Esperando-te surgir
aprendo a vencer a mágoa
pra receber-te de volta,
já sem a ira dos rejeitados
ou a desesperança dos vencidos.
setembro/2006
Essência
Meu corpo de te amar cristalizou-se
Minha alma, por buscar-te, se perdeu
a essência, por um mantra evocada
ao teu silêncio, dissipou-se, esvaeceu.
Quis gritar-te por socorro, mas a voz
dos pulmões à boca não chegou
e fui morrendo, aos poucos, congelada
já sem essência, sem alma, sem nada.
Meu corpo de te amar cristalizou-se
Minha alma, por buscar-te, se perdeu
a essência, por um mantra evocada
ao teu silêncio, dissipou-se, esvaeceu.
Quis gritar-te por socorro, mas a voz
dos pulmões à boca não chegou
e fui morrendo, aos poucos, congelada
já sem essência, sem alma, sem nada.
abril/2006
Aridez
No rosto árido
a última lágrima
a última lágrima
recusa-se a rolar.
Faz-se noite
Faz-se noite
sem jamais
ter-se feito dia.
março/2006
...
Quero ser luz...
só a noite me traduz
Quero ser foz
Sou meu próprio algóz
Tento ser forte, consistente
Rolo tal qual pedra de rio
Aguço meu corpo dormente
Resisto ao atrito, ao frio.
E essa saudade milenar
De tudo o que não vivi
Das coisas que quis te dar
Perdem-me por aí.
Em noites infindáveis
Sofro meus sonhos vadios
na busca de quem aporte
em meu cais seus desvarios.
contradição
Ia me reinventando
A cada passo que dava
Queria virar-me do avesso
Por ser de mim, ansiava
Sem depender, fui seguindo
Esse coração travesso
Queria viver cada segundo
Apaixonada, eu confesso
Passei a vida bordando
Bandeiras de liberdade
Foi assim, e vou vivendo
Em busca do amor de verdade
Quero ser luz...
só a noite me traduz
Quero ser foz
Sou meu próprio algóz
Tento ser forte, consistente
Rolo tal qual pedra de rio
Aguço meu corpo dormente
Resisto ao atrito, ao frio.
E essa saudade milenar
De tudo o que não vivi
Das coisas que quis te dar
Perdem-me por aí.
Em noites infindáveis
Sofro meus sonhos vadios
na busca de quem aporte
em meu cais seus desvarios.
contradição
Ia me reinventando
A cada passo que dava
Queria virar-me do avesso
Por ser de mim, ansiava
Sem depender, fui seguindo
Esse coração travesso
Queria viver cada segundo
Apaixonada, eu confesso
Passei a vida bordando
Bandeiras de liberdade
Foi assim, e vou vivendo
Em busca do amor de verdade
Diversos - agosto/2006
Origami
Rasguei-te do coração
que, de papel, amassou
como origami molhado,
desmantelou na minha mão.
Amores
Amores vêm e vão
Trazem coragem
Deixam pesares
Fazem cosquinha
Dão vertigem
Alegria estonteante
e a dor da agonia
de não se ter o amado!
Saudade, raiva, vazio
Quando tudo terminou.
Fica, então...a vontade...de amar de novo!
desperdício
Faz de mim o teu tesouro
Que eu quero é ser rainha
Adornada e nua em teus braços
Sentir-me frágil, inocente
Tira-me essa dor de viver
De ver-te desperdiçando a vida
Faz com que valha a pena
E, aí então...Veremos...
LUTO
Calem-se todos os gritos
Ventos cessem seus gemidos
Rios adiem sua busca
Congelem-se mares e lagos
E o tempo, pare de correr!
Meu coração está de luto
Chora ao reinado da dor
A esperança foi vencida
Por mentira, mesquinharia
E desejo do poder.
Rasguei-te do coração
que, de papel, amassou
como origami molhado,
desmantelou na minha mão.
Amores
Amores vêm e vão
Trazem coragem
Deixam pesares
Fazem cosquinha
Dão vertigem
Alegria estonteante
e a dor da agonia
de não se ter o amado!
Saudade, raiva, vazio
Quando tudo terminou.
Fica, então...a vontade...de amar de novo!
desperdício
Faz de mim o teu tesouro
Que eu quero é ser rainha
Adornada e nua em teus braços
Sentir-me frágil, inocente
Tira-me essa dor de viver
De ver-te desperdiçando a vida
Faz com que valha a pena
E, aí então...Veremos...
LUTO
Calem-se todos os gritos
Ventos cessem seus gemidos
Rios adiem sua busca
Congelem-se mares e lagos
E o tempo, pare de correr!
Meu coração está de luto
Chora ao reinado da dor
A esperança foi vencida
Por mentira, mesquinharia
E desejo do poder.
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Caminhos ilusórios
Na ilusão dos caminhos
Vêm esses homens-meninos
fazem que amam ...ou não
mostram sorrisos caninos
e, como se viessem...vão.
Sentimentos falsos!
toda as palavras , vãs,
e, às lágrimas desperdiçadas
jazem mulheres dilaceradas
banhadas no vinho, em divãs.
Nos corpos velhos, cansaço
os sonhos fogem dali
fica na boca um amargo
a sensação de fiasco...
e vence a solidão em si.
Vêm esses homens-meninos
fazem que amam ...ou não
mostram sorrisos caninos
e, como se viessem...vão.
Sentimentos falsos!
toda as palavras , vãs,
e, às lágrimas desperdiçadas
jazem mulheres dilaceradas
banhadas no vinho, em divãs.
Nos corpos velhos, cansaço
os sonhos fogem dali
fica na boca um amargo
a sensação de fiasco...
e vence a solidão em si.
sábado, 18 de fevereiro de 2006
Ainda resisto um pouco
à idéia de soltar-te
porque voltei a viver
pela ilusão de te amar
queria pôr-te de lado
e apenas lembrar-te
ao encontrar um poema
no fundo de uma gaveta
fico pensando se resistirá a amizade
que é só o que podes me oferecer
esse sentimento distante, constrangido
que não sabe dizer não, nem sim...
à idéia de soltar-te
porque voltei a viver
pela ilusão de te amar
queria pôr-te de lado
e apenas lembrar-te
ao encontrar um poema
no fundo de uma gaveta
fico pensando se resistirá a amizade
que é só o que podes me oferecer
esse sentimento distante, constrangido
que não sabe dizer não, nem sim...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006
terça-feira, 14 de fevereiro de 2006
Se eu me deixasse ficar um pouquinho mais
Seria tarde para voltar
Já não poderia viver sem teu olhar
E tua presença não me abandonaria jamais
Mais um minuto e estaria para sempre cativa
dependente do teu abraço
aprisionada por teus beijos
e abandonadamente obstinada em te dar prazer
Bastaria que proferisses duas palavras
Pra me prender eternamente
na tua teia de cetim e pétalas
condenar-me ao teu abraço, quente, acolhedor
Mais um instante e tu já não temerias mais nada
não te importaria o redor
somente te lembraria me amar
E, na sua hora, anunciar-se-ia o amanhã, por nós.
Seria tarde para voltar
Já não poderia viver sem teu olhar
E tua presença não me abandonaria jamais
Mais um minuto e estaria para sempre cativa
dependente do teu abraço
aprisionada por teus beijos
e abandonadamente obstinada em te dar prazer
Bastaria que proferisses duas palavras
Pra me prender eternamente
na tua teia de cetim e pétalas
condenar-me ao teu abraço, quente, acolhedor
Mais um instante e tu já não temerias mais nada
não te importaria o redor
somente te lembraria me amar
E, na sua hora, anunciar-se-ia o amanhã, por nós.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
máscaras
Em casa
se esconde
sob máscaras
a paixão
que um dia
aconteceu
mas as máscaras
já não podem
ser arrancadas
fazem parte
de um contexto
em que o ardor
esqueceu de existir.
se esconde
sob máscaras
a paixão
que um dia
aconteceu
mas as máscaras
já não podem
ser arrancadas
fazem parte
de um contexto
em que o ardor
esqueceu de existir.
domingo, 5 de fevereiro de 2006
desamar-te
Queria desamar-te de repente
Assim como de repente te amei
As poucas recordações que tenho
Viriam de vez em quando
Num texto elegante, indiferente
Já não me acompanhariam
sem sossego, a todo o lugar,
as lembranças de ti, querido,
eu poderia viver novamente
encontrar quem pudesse me amar.
Mas não consigo...te amo tanto
E por meu amor nada te pedir
Só cresce esse meu sentimento
Em meio a todo o teu desapreço
No silêncio que vem me consumir.
Assim como de repente te amei
As poucas recordações que tenho
Viriam de vez em quando
Num texto elegante, indiferente
Já não me acompanhariam
sem sossego, a todo o lugar,
as lembranças de ti, querido,
eu poderia viver novamente
encontrar quem pudesse me amar.
Mas não consigo...te amo tanto
E por meu amor nada te pedir
Só cresce esse meu sentimento
Em meio a todo o teu desapreço
No silêncio que vem me consumir.
Recomeço
Recomeço
Naquele dia, acordei reversa
Já o vazio não era tão grande
E percebi que retomava
Minha própria dimensão
Reflexão
A vida invocava seu curso
Recomeçar é preciso
Por mim e mais ninguém
Chegara a hora de ir
Além
A face maldita, quem sabe
limitar-se-ia a algum poema
De rosas negras e morcegos
Ou sobre um dia nublado
Adormecido
Naquele dia, acordei reversa
Já o vazio não era tão grande
E percebi que retomava
Minha própria dimensão
Reflexão
A vida invocava seu curso
Recomeçar é preciso
Por mim e mais ninguém
Chegara a hora de ir
Além
A face maldita, quem sabe
limitar-se-ia a algum poema
De rosas negras e morcegos
Ou sobre um dia nublado
Adormecido
Descrença
Em teus olhos vi a esperança
e a tristeza de não se realizar
Tua voz é de descrença
de quem acreditou um dia poder acreditar.
E, então sigo na roda da vida
já sem saber o que falar...
Eu que sempre soube todas as palavras
Calo diante do teu olhar.
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